Amélia Corrêa Passos em Os irmãos Siameses, Teatro Icbeu, BH, de 22/06 a 15/07

Todos estão convidados a prestigiar Amélia Correa Passos em Os irmãos Siameses.  Amélia tem grande trajetória no  Teatro em Pedro Leopoldo, iniciando com o Grupo de Teatro dos Meninos, com Dimir Viana, depois com o Grupo Albatroz. Fundou o Teatro Encomendado e também integra o Verbo Cia de  Teatro, advindo do  Teatro Universitário da UFMG. O  Blog Cultura de Pedro Leopoldo parabeniza à grande equipe de Os irmãos Siameses, em especial à Amélia pelo excelente trabalho!

Escrito por Tristan Bernard, pseudônimo de Paul Bernard, o conto “A História de Dois Irmãos Siameses” (em domínio público) narra a história de dois irmãos que, ainda que ligados fisicamente, apresentam as diferenças inerentes a cada ser, partilham, da melhor forma possível, todos os aspectos de suas vidas, até que se apaixonam pela mesma mulher.

“Dois irmãos de almas opostas unidos pela carne e pelo destino. Uma mulher entre eles. Seres estranhos como nós que nos pretendemos perfeitos e se possível eternamente belos. Somos? É preciso aprender a viver com o diferente mesmo porque o diferente pode ser a gente. Ou não?”

Os irmãos Siameses retrata a história da Família Zoffáni, trupe de teatro, que encena há 25 anos, o melodrama “Os Irmãos Siameses ou Eu e Tu, Tu e Eu”. A peça faz uso de iguais, Os Siameses, para evidenciar as diferenças das pessoas, e entre as pessoas e a relação de interação entre nós.

Numa época em que o ser humano é visto como um produto em série: como os mesmos desejos, a mesma forma de agir e as mesmas conexões, a peça propicia, através da interdependência entre os personagens, a oportunidade de visualizar e entender os seres humanos não como desiguais, mas como únicos.

O respeito às diferenças, é a grande metáfora a que se propõe o espetáculo.

A montagem

Gêmeos Siameses? Aberrações Humanas? Humanas?  Hoje nascimentos dessa natureza são muito abordados pela mídia, porém eram considerados anteriormente como aberrações, dignas da execração pública.  O espetáculo “Os Irmãos Siameses, ou Eu e Tu, Tu e Eu” da Verbo Cia. de Teatro,  através de uma forma jocosa, engraçada e ao mesmo tempo densa e poética, traz a cena de modo fantástico ou surreal, conceitos essenciais a serem debatidos em nossa cultura contemporânea, como a relação entre personagens que, com desvio acentuado de um padrão estético normal, desafiam o contexto social no espaço cotidiano e ressaltam de maneira tragicômica seus desejos, sua individualidade, e seu direito de independência. O diferente é também natural sobrepõe-se à ideologia dominante que valoriza o belo, a juventude, o moderno, a moda, o êxito no amor, etc.

A encenação foi construída nas linguagens: tragicômica\ melodramática e realista. A peça consta de dois atos, o primeiro apresenta personagens grotescos, bufônicos e misteriosos que foram construídos com base no exagero e no jogo dos bufões. E no segundo ato há momentos que a linguagem é realista e outros de realismo fantástico. Surgirão em cena nos dois atos, formas interessantes que dão vida a figuras enormes, transfiguradas, fantásticas, onde o corpo inteiro torna-se uma máscara, e tornam-se corpos bufonescos. O espetáculo possibilita a discussão e o olhar sobre valores éticos, sociais e culturais. A relação de interdependência entre os personagens propicia a oportunidade de ressaltar a diferença inerente ao ser humano, não como ser desigual, mas como ser único. Ao falar sobre as minorias, no caso os siameses, estamos consequentemente levantando questões inerentes aos mesmos e às outras minorias da sociedade, como os anões, obesos, aos que sofrem de gigantismo ou que tem qualquer outra peculiaridade que os diferencia da sociedade como um todo.  E como é pensada a existência destas pessoas dentro de uma sociedade consumista, pragmática, cujo o apreço e a constante valorização das questões estéticas, financeiras, etc, se sobrepõem ao caráter humano, no que diz respeito à individualidade, especificidades e potencialidades.

Ficha técnica

Elenco:
Amélia Corrêa: Bodofélia Zoffáni
Anair Patrícia: Belarmina Zoffáni
Elisângela Souza: Bergoníxia Zoffáni
Janaina Starling: Barbaróxia Zoffáni
Jair Gomes: Bederzólio Zoffáni, Avó
Luciano Vivacqua: Bogosmeu Zoffáni

Texto: “Os Irmãos Siameses ou Eu e Tu, Tu e Eu”
(Inspirado Livremente no conto A História de Dois Irmãos Siameses)
Adaptação e Dramaturgia: Fernando Limoeiro
Direção: Antônio Rodrigues
Assistente de Direção: Elisângela Souza
Cenário, Figurino, Maquiagem e Adereços: Adriano Borges e Fabrício Belmiro
Cenotécnico: Geraldo Belmiro
Costureiras: Maria do Carmo Veríssimo e Silma Meca
Trilha Sonora: Fabrício Belmiro e Vitor Diniz
Letras das Músicas: Fernando Limoeiro
Música Incidental: Fabrício Belmiro e Vitor Diniz
Músicos: Fabrício Belmiro, Sérgio Geléia, Vitor Diniz
Operador de Som: Bruno Nigri
Iluminação: Geraldo Octaviano
Operador de Luz: Rosilda Figueiredo
Preparação Corporal: Anair Patrícia, Antônio Rodrigues e Luciano Vivacqua
Preparação Vocal: Elisângela Souza e Janaina Starling
Fotografa: Daniela Amaral
Assessoria de Imprensa: Astronauta Comunicação – Adilson Marcelino e Lucas Ávila
Programador Visual: João Andere
Produção Administrativa: Luciana Freitas
Assistente de Produção: Elisângela Souza
Produtor Executivo: Jair Gomes
Patrocínio: Fundo Municipal de Cultura
Realização: Verbo Cia de Teatro

O poeta José Maria declama poesia na Padaria Santos

Foto tirada na manhã do dia 29 de fevereiro, na Padaria Santos. O escritor e poeta José Maria mostra uma poesia escrita por ele.

O poeta e escritor José Maria declama com inspiração e transpiração peculiar uma linda poesia ainda escrita a mão.

José Maria lê sua poesia

O Blog Cultura de Pedro Leopoldo tem grande satisfação na presença de escritores e poetas da cidade. O olhar de satisfação de José Maria na declamação de uma poesia é a esperança da valorização dos espaços de cultura em Pedro Leopoldo.

Acervo: Blog da Cultura de Pedro Leopoldo. Foto: Gisnaldo Amorim

Causos da Melhor Idade – de Cachoeira das Três Moças a Pedro Leopoldo, de Ernane Alves, estreia em março no Cine Marajá

O longa une ficção e documentário para contar a história de de Pedro Leopoldo

Sinopse

Causos da Melhor Idade – de Cachoeira das Três Moças a Pedro Leopoldo

O novo filme de Ernane Alves une ficção e documentário para contar a história do município mineiro de Pedro Leopoldo. O longa tem como protagonistas o memorialista Geraldo Leão e Pedro (Otávio Gelmini), que estabelecem uma bela amizade a partir de uma pesquisa para um trabalho de escola. O jovem estudante Pedro redescobre a própria cidade e seus ilustres personagens com essa convivência, que se constituiu no Arquivo Geraldo Leão, responsável por guardar desde 1975 os registros em imagem e som de Pedro Leopoldo.

No docuficção, Geraldo Leão interpreta a si mesmo ao lado da personagem Pedro e os depoimentos de grandes personalidades pedroleopoldenses filmados por Alves costuram-se às histórias de Leão a Pedro como memórias de um passado tão envolvente e saudoso para os cidadãos da antiga Cachoeira Grande.

Ficha técnica

Portraits Factory Filmes & Grupo PRECON apresentam um filme de Ernane Alves Causos da Melhor Idade – de Cachoeira das Três Moças a Pedro Leopoldo Geraldo Leão Otávio Gelmini Sandra Lima Trilha Sonora Original Gustavo Guedes Figurino Ricardo Sowrreyro Edição Andrey Leonardo Montagem Ernane Alves e Andrey Leonardo Desenho de Produção Ana Paula Valois Câmera Ricardo Bicudo e Ernane Alves Direção de Fotografia Ernane Alves Som Direto Ricardo Bicudo Assistentes de Produção Cíntia Morais e Maria Fernanda Alves Produção Executiva Ernane Alves Produção Ana Paula Valois Edição de Pesquisa Ana Paula Valois Argumento Roteiro e Direção Ernane Alves

Ernane Alves
Ator e Cineasta
ANCINE 15173 – SATED 7779 – ABD NACIONAL CM 242

Ator, diretor cinematográfico e artista-plástico, Ernane Alves profissionalizou-se a partir de 2001 com exposições de arte, atuações em teatro de rua e palco, comerciais de TV e cinema.
Entre 2008 e 2009, Ernane Alves viveu em Buenos Aires, Argentina, onde atuou e dirigiu o longa-metragem de ficção “Parejas”, sua primeira produção internacional.
Em dezembro de 2009, lança, no Brasil, a Trilogia do Tédio, conjunto de três curtas-metragens, “Cinco Minutos do Meu Pensamento” (2005), “CRUNCH” (2008) e “Clash” (2009).
O seu primeiro longa-metragem de documentário “Cinema Vale Sonhos” participou de diversos festivais e mostras de cinema pelo Brasil em 2010 e, recebeu Menção Honrosa da VIII Mostra Minas de Cinema, em 26 de junho daquele ano.
Os filmes de Ernane Alves já foram exibidos em diversos festivais e mostras de cinema, tais como: Curtacircuito (Belo Horizonte – MG), II For Rainbow (Fortaleza – CE), V Mostra Internacional Unioeste (Toledo – PR), VIII Mostra do Filme Livre (Rio de Janeiro – RJ), 5º Festival de Cinema de Cascavel (PR), Mostra Internacional do Primeiro Filme (Timbaúba – PE), 17º CINESUL – Festival Ibero-americano de Cinema (Rio de Janeiro – RJ) e VIII Mostra Minas de Cinema e Vídeo (Belo Horizonte – MG).
Outro importante trabalho de sua autoria foi “Clube das Ilusões”, filmado entre outubro e dezembro de 2010. O longa-metragem de ficção é o segundo filme da Trilogia das Relações. Na produção, Alves atua e assina roteiro e direção.

Entre 2011/2012, Alves trabalha em mais uma produção, “Bossa Nossa”, longa de documentário que retrata a bossa nova produzida em Minas Gerais. Uma homenagem aos bossanovistas Pacífico Mascarenhas, Bob Tostes e Roberto Guimarães.

• Mais informações sobre Ernane Alves em:
www.ernanealves.blogspot.com