A musicalidade da Folia de Reis – Cortejo da Louvação 2013

A musicalidade do Cortejo da Louvação é resultante de pesquisas sobre músicas e instrumentos tradicionais de Folias de Reis, principalmente de Minas Gerais e do Rio de Janeiro.
As cantadoras usam toquinhos, agogôs e caxixis. As ciganas tocam e encenam o uso artístico do pandeiro. Os músicos apresentam-se com violões de 10 e de 12 cordas, viola caipira e acordeons, acompanhados da percussão com tambores e caxixis.

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Gisnaldo, Vanessa, Alexandre e Marcílio entoando trecho de Folia de Santos Reis. Segundo Sr. Marcílio, o coro de vozes de uma Folia de Reis pode chegar a cinco vozes. Gisnaldo Amorim é um dos responsáveis pela harmonização e organização musical do Cortejo, com Alexandre e Sr. Marcílio. Na foto, Gisnaldo – solo de viola de 10 cordas; Vanessa – acompanhamento – violão de 12 cordas; Alexandre – acompanhamento – viola de 10 cordas; Marcílio – acordeon de 120 baixos.

O repertório é resultante de pesquisas e influências variadas, sendo que a participação do Sr. Marcílio, Garimpo, de Pedro Leopoldo, é uma das mais fortes fontes orientadoras deste repertório. O repertório também foi idealizado sob influência de Dimir Viana e de Gisnaldo Amorim, estudiosos de música e folias. De acordo com Gisnaldo Amorim, ele vem utilizando um apito tradicional de Folia de Reis, que ao repicar três vezes pelas ruas e andanças anuncia a chegada dos 3 Reis. O apito é também um marcador da música do Cortejo, harmonizando percussão e harmonia, relata.

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Sr. Marcílio ensina aos outros músicos a Folia de Santos Reis, música de Moreno e Moreninho.

Confira o repertório de 2013:

Apresentação das ciganas:

Segundo Canto do Auto da Lapinha, do grupo de Teatro “As pastoras”, Rio de Janeiro
Sou cigana do Egito
E aqui venho também
Venho trazer a bela oferta
À lapinha de Belém

Rito do Beleza
Composição de Dimir Viana

Refrão
Louvai, louvai este rito de beleza
Louvai, louvai este rito de beleza
onde o sol brilha o sonho
espantando a tristeza

Calix Bento
Adaptação Tavinho Moura

Ó Deus salve o oratório
Ó Deus salve o oratório
Onde Deus fez a morada
Oiá, meu Deus, onde Deus fez a morada, oiá
Onde mora o calix bento
Onde mora o calix bento
E a hóstia consagrada
Óiá, meu Deus, e a hóstia consagrada, oiá

De Jessé nasceu a vara
De Jessé nasceu a vara
E da vara nasceu a flor
Oiá, meu Deus, da vara nasceu a flor, oiá
E da flor nasceu Maria
E da flor nasceu Maria
De Maria o Salvador
Oiá, meu Deus, de Maria o Salvador, oiá

Caminhemos, caminhemos
Música dos anos 20, do grupo Pastorinhas

Caminhemos, caminhemos
À Lapinha de Belém
Visitar o Deus Menino
Que nasceu pro nosso bem

Reisado
Pena Branca e Xavantinho

O galo cantou no Oriente
Ai, ai, ai, ai
Surgiu a estrela da guia ai, ai
Há no céus da humanidade
Ai, ai, ai, ai
Des menino, Deus das filha ai, ai, ai, ai
Em uma estrebaria ai, ai
Vite e cinco de Dezembro
Ai, ai, ai, ai
E foi a seca do chão ai, ai, ai, ai
Pra nossa salvação ai, ai
Senhora dona da casa
Ai, ai, ai, ai
Oia a chuva no telhado ai, ai
Venha ver o Deus Menino
Ai, ai, ai, ai
Como está todo molhado ai, ai, ai, ai
Os três reis a seu lado, ai, ai
Deus lhe pague a bela oferta
Ai, ai, ai, ai
E voz deu com alegria, ai, ai
O Divino santo fez
Ai, ai, ai, ai
São José Santa Maria ai, ai, ai, ai

No Cortejo da Louvação esta musicalidade se apresenta entremeada à encenação dos palhaços e do rito da Louvação dos Reis Magos ao Menino Jesus.

Ao idealizar uma ritualística para o Cortejo, Amélia Passos e Penha Indiano criaram uma disposição assim composta: à frente o Presépio Vivo, e a estrela guia em movimento. Ao lado estão os Reis Magos. Na sequência estão as ciganas. Seguem os músicos e, ao lado e na sequência as cantadoras. Os palhaços também estão em movimento, com o estandarte. No meio do cortejo está a percussão. Alegorias, brincadeiras, criacão musical e encenações integram este rito de pura beleza.

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Cantadora leva o estandarte da Folia de Reis

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Sr. Marcílio e Alexandre em apresentação na Paróquia Imaculada Conceição

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Grupo de percussão do Cortejo da Louvação em apresentação na Paróquia Imaculada Conceição. Na foto, acima, João Paulo e Rodrigo. Abaixo, Vitor e Carlinhos.

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Sr. Marcílio, Alexandre e Gisnaldo em apresentação na Paróquia Imaculada Conceição. Detalhe para a presença de acordeons de 120 e 80 baixos e o apito tradicional de Folias, feito de Palmeira de coco da Bahia.

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Cantadoras e percussão do Cortejo. Apresentação na Paróquia Imaculada Conceição.

Ficha técnica do Cortejo da Louvação 2013
Produção – Penha Indiano
Direção teatral – Amélia Correa Passos
Instrumentistas – Marcílio, Gisnaldo, Alexandre e Vanessa
Percussão – Carlinhos, Rodrigo, Vitor e João Paulo
Palhaços – Thiago Leles e Gustavo Henrique
Presépio Vivo – Abel (José), Rafaela (Maria) e Davi (menino Jesus)
Ciganas – Mônica, Betânia, Margareth, Janete, Zica e Sirlene
Estrela Guia – Marcone Bregão

Apoio – Associação Comunitária São Sebastião, Asser, Ponto de Cultura, Cultura Viva.
Créditos – Fotografia e texto Júnia Sales e Gisnaldo Amorim.

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Programação do Cortejo da Louvação 2013

Programação do Cortejo da Louvação 2013

Dia 04 – visita a residências familiares e visita ao Restaurante do Zé Wilson
Dia 05 – apresentação na Paróquia Imaculada Conceição (19:30) e segue em peregrinação até o Adelso Buffet
Dia 06 – visita a residências familiares e apresentação na Paróquia São Sebastião (19:00)

Como em 2012, grupo entoará os cânticos tradicionais, ao som das ACORDEÕNS, VIOLAS, VIOLÕES, AGOGÔS, INSTRUMENTOS TRADICIONAIS, TAMBORES E OUTRAS PERCUSSÔES. Vários pontos da cidade receberão a visita dos cantos sagrados do Cortejo da Louvação, com seu colorido, gestualidade, expressão teatral e união, celebrando o nascimento de CRISTO, entre os dias 04 e 06 de janeiro de 2013.

O Cortejo da Louvação é uma produção de Penha Indiano, com direção teatral de Amélia Passos. Apoio – Asser, Associação Comunitária São Sebastião, Projeto Lupa, Ponto de Cultura, Cultura Viva.
Texto – Blog Cultura de Pedro Leopoldo.

Cortejo da Louvação apresenta os palhaços tradicionais da Folia de Reis

Os Palhaços são componentes tradicionais das Folias de Reis. Eles simbolizam a irreverência, o riso e o dinamismo. São, geralmente, palhaços brincantes e até mesmo desafiadores. Eles fazem duelos verbais, e apresentam-se de forma livre, sendo brincalhões e cheios de alegria. Eles colorem as Folias com a sua capacidade de incitar os presentes, de levar mensagens de riso e de anúncio da renovação. Eles geralmente procedem, nas Folias, também à coleta de doações e pedem aos presentes a alegria necessária à continuidade da vida em sociedade.
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A preparação de um palhaço de Folia de Reis envolve inúmeras etapas, sendo a maquiagem uma delas. No Cortejo da Louvação, os palhaços apresentam-se com maquiagem, mas é comum que encontremos também palhaços com máscaras, sobretudo em Minas Gerais.

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Gustavo Henrique ao lado de Ivana e do pequeno Davi em apresentação no dia 04 de janeiro, Cortejo da Louvação. A preparação dos palhaços também envolveu a pesquisa para o figurino e a criação de textos e preparação teatral para atuação destes personagens muito importantes das folias.

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Tiago Leles no Cortejo da Louvação 2013. Há toda uma ritualística na atuação dos palhaços de Reis, o que requer dos mesmos uma capacidade de expressão para o riso, o deboche, a promoção da alegria e o anúncio de duelos públicos, típicos das Folias de Reis em Minas Gerais e em outros pontos do país.

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Sincretismos de Folias e Congados, os pés do palhaço no Cortejo da Louvação revelam o quanto as tradições de cultura religiosa são híbridas, transformadoras e dinâmicas, apresentando sons, coloridos e gestualidades ricas de história e memória.

A produção de um evento anual como este envolve muita pesquisa, capacidade de mobilização, produção de figurino, preparação de personagens, construção de roteiros, mobilização social, sensibilidade e apoios. Segundo a historiadora Jùnia Sales, o Cortejo da Louvação é um projeto de memória e de produção cultural que expressa a força de um grupo de pessoas que apreciam ritos de beleza e os transformam em ações.

Fotografia e texto – Júnia Sales Pereira e Gisnaldo Amorim – Blog Cultura de Pedro Leopoldo
Produção – Penha Indiano. Direção teatral – Amélia Passos. Apoio – Asser, Associação Comunitária São Sebastião, Projeto Lupa, Ponto de Cultura, Cultura Viva.

Presépio Vivo no Cortejo da Louvação 2013

Os presépios são narradores. Eles narram a história do nascimento da criança sagrada, com a peregrinação dos Reis Magos para as suas oferendas. Contam as tradições religiosas cristãs que o menino Jesus nasceu numa estrebaria e que os Reis Magos foram levar a eles oferendas em louvor ao seu nascimento e aos anúncios que a sua vida traria à humanidade. Foram guiados por uma estrela, chegando, assim, ao seu destino. Os personagens dos presépios são, assim, o menino Jesus, a Maria, mãe de Jesus, José, seu pai, a estrela Guia e os Reis Magos, além dos animais típicos de uma estrebaria. Neste ano, o Cortejo da Louvação encenou um presépio vivo, que, segundo relata Amélia Passos, produtora teatral do Cortejo, garante o sentido religioso do Natal e permite que os festejos natalinos não percam os seus verdadeiros significados, que são de adoração ao nascimento do menino Jesus.

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Presépio Vivo na apresentação do Cortejo 2013 na Paróquia Imaculada Conceição. José (Abel), Maria (Rafaela) e Menino Jesus (Davi).

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Rafaela e Rafael encenam Presépio Vivo no Cortejo da Louvação 2013.

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Os três Reis Magos levam sua adoração ao Menino Jesus, em encenação com Presépio Vivo.

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Mantendo as tradições de Folias de Reis, o Cortejo da Louvação apresenta Reis Magos que, no momento da apresentação e visitação são, também, Reis brincantes, que dançam em homenagem ao festeiro, dono da casa onde está o presépio, ao mesmo tempo em que agradecem a oferta. Reza a tradição que o festeiro oferece aos foliões um lanche, como retribuição à sua visita. Nos Festejos de Reis em Minas Gerais, não faltam as oferendas mais variadas, numa mesa por meio da qual o dono da casa expressa a sua gratidão e celebra a solidariedade social.

Estas são tradições milenares que se recriam em Pedro Leopoldo: o rito por meio da alimentação, e também por meio da teatralização de fatos e eventos religiosos. Em todo o mundo cristão a tradição dos presépios se perpetua, assumindo o colorido de cada lugar. Ao optar pelo presépio vivo, o Cortejo da Louvação reinventa esta tradição, anunciando o quanto está presente e viva a possibilidade do nascimento da criança sagrada que, simbolicamente, existe em cada pessoa humana. Ao serem narradores desta história, as pessoas são, também, portadoras de memórias de outros tempos e lugares, recriando a cultura dentro de si mesmas.

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José (Abel), Maria (Rafaela), Menino Jesus (Davi) e Estrela Guia (Marcone Bregão).

O Cortejo da Louvação tem produção de Penha Indiano e direção teatral de Amélia Passos. Apoio – Associação Comunitária São Sebastião, Asser, Projeto Lupa, Ponto de Cultura, Cultura Viva.
Fotografia e texto – Junia Sales Pereira e Gisnaldo Amorim – Blog Cultura de Pedro Leopoldo.

Encontros geracionais revelam a força cultural do Cortejo da Louvação

Os encontros geracionais são uma das mais importantes formas para realização da transmissão cultural e para a recriação dinâmica do processo social. Há intercâmbio, oportunidades para participação de pessoas de todas as idades e, principalmente, aprendizagens mútuas.
De acordo com Penha Indiano, produtora do Cortejo da Louvação – Pedro Leopoldo, há oportunidades para a participação de pessoas de todas as gerações, promovendo um intercâmbio muito rico para todos.
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Penha Indiano, produtora do Cortejo da Louvação, ao lado de Ivana e do pequeno Davi.

Reunir gerações em torno de projetos comuns é uma das maneiras mais potentes de fortalecer os elos de pertencimento numa sociedade, promovendo-se a coesão social e a continuidade da vida coletiva, comenta Gisnaldo Amorim, um dos participantes do Cortejo da Louvação.

As famílias têm, também, grande envolvimento no Cortejo da Louvação, com atuação compartilhada, solidária e marcada pela alegria da participação num movimento que promove alegria, fé, criação da cultura e a esperança de viver numa cidade marcada pela cultura da paz e da renovação.

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Carlinhos e seu filho Vitor são integrantes assíduos do COrtejo da Louvação. Integram o grupo de percussionistas do Cortejo 2013.

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Mara de Pelau e seu filho Marcone Bregão no Cortejo da Louvação 2013.

O Cortejo da Louvação tem produção de Penha Indiano, direção Teatral de Amélia Passos e apoio da Asser, Associação Comunitária São Sebastião, Projeto Lupa, Ponto de Cultura, Cultura Viva.
Fotografia e texto – Júnia Sales Pereira e Gisnaldo Amorim Pinto – Blog Cultura de Pedro Leopoldo.

Cortejo da Louvação 2013: religiosidade e criação cultural anunciam o nascimento da criança sagrada

Tem início os festejos de Reis em Pedro Leopoldo. Tradicional manifestação, em Pedro Leopoldo o Cortejo da Louvação a Reis Magos atua há 10 anos sob direção de Penha Indiano. Dinâmica, firme e extremamente organizada, Penha Indiano leva à frente em Pedro Leopoldo uma das manifestações culturais religiosas mais belas e ricas de Pedro Leopoldo, além de outras atuações na área artística e cultural. Penha Indiano coordena este grupo formado por cerca de 50 foliões de Reis, que, em 2013, conta com um Presépio Vivo, um Cortejo de Ciganas de Belém, os Palhaços, Músicos e os integrantes do Cortejo. A direção em 2013 é da artista Amélia Passos.
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Amélia Correa Passos assina a direção teatral do Cortejo da Louvação 2013.

A Folia de Reis é uma festa de tradição religiosa que tem sua origem na Europa e foi trazida ao Brasil pelos colonizadores portugueses. No Brasil, A Folia de Reis assumiu feições próprias, com ritmos, ritualística e características brasileiras. O festejo religioso narra a viagem dos Reis Magos à gruta de Belém para adoração ao menino Jesus, guiados por uma estrela para chegar à criança sagrada. Segundo a tradição católica, os magos eram três: Belchior ou Melchior, rei da Núbia, levou como presente ouro; Baltazar, Senhor da Etiópia, levou incenso; e Gaspar, rei de Tarso, levou mirra. Em termos simbólicos, podemos dizer que a tradição narra o cultivo permanente da criança sagrada que há em cada um de nós.

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Ciganas de Belém, um dos grupos tradicionais que passam a integrar o Cortejo da Louvação em 2013. Na foto: Janete, Betânia, Margareth, Mônica, Sirlene e Zica.

De acordo com pesquisas realizadas por Junia Sales e Gisnaldo Amorim, as ciganas são personagens tradicionais dos grupos de Pastorinhas. Em grupos de Pastorinhas, as ciganas estão ao lado de outros personagens como o Anjo, a Borboleta, a Libertinha, o Velho, a Mestra, a Contra Mestra e a Diana. As ciganas são elementos desviantes. Elas procuram atrair a atenção das pastoras para a riqueza e para tesouros, desviando-as do caminho até Belém. Nas encenações teatrais de Pastoras, tradicionais em todo o Brasil em 25 de dezembro, elas atuam como personagens das chamadas jornadas em que estão pastoras e o velho. Nas Folias de Reis as ciganas, segundo tradicões populares, integram o cortejo brincante, irreverente e alegre que fará chegar os Reis ao seu destino.

O Cortejo da Louvação em Pedro Leopoldo apresenta-se entre os dias 04 e 06 de janeiro, com apresentações em residências e estabelecimentos comerciais, quando leva a mensagem sagrada, a louvação ao menino Jesus e boas novas para o ano que se inicia.

O Cortejo da Louvação tem apoio da Associação Comunitária São Sebastião, Asser, Lupa, Ponto de Cultura, Cultura Viva.
Fotografia e texto – Júnia Sales e Gisnaldo Amorim – Blog Cultura de Pedro Leopoldo

Cortejo de Louvação 2012 – Revista Aqui PL

Cortejo de Louvação – Revista Aqui PL. Editora Bianca Alves. janeiro 2012.

Ficha técnica do Cortejo de Louvação 2012

Coordenação musical – Ana Cristina Teixeira e Alexandre Gonçalves

Participação – Folia de Reis de Santo Antônio da Barra (coordenação e execução musical da folia – José Leandro e Marcílio do Acordeon, canto tradicional – Luciano)

Elenco teatral – Amélia Corrêa Passos, Tiago Leles, Dulcinéia Reis, Amanda Reis, Josimar Alves.

Elenco de Reis – Jefferson, Jaderson e Juninho

Músicos e foliões – Alexander, Alexandra, Carlinhos Alexandre, Carlinhos Roberto, Carminha, Carolina Rodrigues, Chica, Cláudio Rodrigues, Cristiane Vieira, Deice, Dulce, Elis Melo, Gisnaldo Amorim, Gustavo Henrique, Gustavo Nassif, Isabela Cristine, Ivânia, Jéssica, João Paulo, Joubert, Júnia Sales, kelly, Mara Ferreira, Marcone, Maria Angélica Piluca, Maria da Conceição, Maria Elena, Maria Laura, Mariana Corrêa, Neide, Pâmela, Rejane, Rodrigo Miguez, Sofia, Vanessa Vieira, Verônica Vitória, Zica Barbosa.

Adereços – Juninho

Figurinos e Arte – Raquel Silveira

Produção – Penha Indiano

Apoio Cultural – Gerência de Cultura de Pedro Leopoldo, Ponto de Cultura

Projeto Lupa – Asser – Associação Comunitária São Sebastião e Paróquia de São Sebastião

Realização – Teatro Dom Em Cena

Assistente de Direção – Amélia Correa Passos

Direção Geral – Dimir Viana

Contato – dimir.viana@gmail.com e penhaindiano@gmail.com