O Boi da Manta é uma Festa Ritual

O Boi da Manta é uma Festa Ritual. O rito é uma celebração em forma de ações,  narrativas, festejo, que, em sequência, mobiliza forças sagradas e profanas da tradição. A festa-rito do Boi da Manta é um festejo de catarse:  um boi desvairado que é solto no chão da cidade, amedrontando crianças, perseguindo mascarados, chifrando pessoas. Há, neste rito, vida, liberação dos instintos, morte e anúncio.

O Boi é acompanhado de inúmeras criaturas fantásticas, personagens e mascarados que acompanham o cortejo e celebram a saída do boi pelas ruas. É um rito de vida, alegria, êxtase e prazer.

O Boi da manta é enterrado no último dia, com forte rito de morte em que os festejantes o jogam pela ponte no Ribeirão da Mata. A morte do Boi da Manta anuncia a chegada do Carnaval que, em Pedro Leopoldo, não há mais, não pelo menos como antigamente.

Uma festa tradicional, com valores de um mundo rural e urbano em transformação. Nos últimos dias, o Boi da Manta foi acompanhado de Marchinhas tradicionais de Carnaval. Na opinião de muitas pessoas, as marchinhas recuperaram os valores mais tradicionais do Boi – a brincadeira, a simbologia e o respeito às tradições.

Um Boi da Manta brincante, sem violência e como rito de brincadeira. O Boi da Manta é uma festa ritual que encena a violência contida, o exercício simbólico do controle dos instintos que existem em todos nós. Ao mesmo tempo é uma celebração do prazer e do que há de brincante nas pessoas. O entretenimento é uma das mais básicas necessidades humanas para a saúde do corpo e do espírito. O Boi da Manta, assim compreendido, é uma festa em defesa da paz, da cultura e da convivência humana.

Sendo assim, o Boi da Manta, como em outros lugares do Brasil, é uma festa-ritual que exige muito respeito, cuidado público e preservação de tradições que conservam e valorizam o que há de melhor na expressão cultural do  Brasil .

Rogério Souza (Róger de Pelau e Maria) à f rente do Boi da Manta 2012. O Imperador do Boi da Manta. O Blog da Cultura intitulou esta fantasia de “O Boi da Manta sagrado”.

Bonecão de Pelau. O saudoso Pelau, ex-craque camisa 10 do Cruzeiro, irmão de Zé Pires que durante décadas foi um dos organizadores do Boi da Manta. Este boneco, na quarta feira dia 08 de fevereiro, foi conduzido pelo seu filho Róger.

A máscara de Daniel Rocha simboliza o horror, a fantasia de morte que é própria ao humano. Daniel Rocha é técnico em imagem pessoal e proprietário do Salão Danmari onde se pode fazer maquiagem artística. Uma boa opção para a última semana do Boi da Manta.

O Zumbi através de Matheus Macedo (Matthew).

Rui de Marta, uma loira de bigodes. Simpatia total.

Luciano Mineirão no Boi da Manta. Ele nos lembra o melhor da tradição caipira como está na música de Sérgio Reis – “toda vez que eu viajava pela estrada de Ouro Fino…”.

Acervo de fotos e textos – Blog da Cultura. Gisnaldo Amorim e Júnia Sales.

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